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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Rezar, Orar, Fazer uma Prece...

Você sabe rezar o Pai Nosso? Será que sabe mesmo? Vamos ver como Jesus nos ensinou esta oração.
Antes de transmitir o texto da oração Jesus ensina “como orar”.

“Quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de orar de pé nas casas de oração e nas esquinas das ruas para serem vistos por todos. Lembrem-se disto: eles já receberam toda a recompensa. Porém quando você orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa”.

O primeiro aviso é bem claro: para se orar não há necessidade de se estar em uma igreja nem em um lugar específico. Você pode orar em qualquer lugar.
Mas, não faça isso na frente dos outros para mostrar o quanto você é religioso, mas faça dentro de você mesmo. A oração não deve sair da boca, mas sim do coração. Existe a necessidade de se rezar com sentimentos e não com palavras.
Orar não é dizer palavras certas, mas é viver em oração. É reagir a cada situação da vida com sentimentos positivos (o amor). Agindo dessa forma, o ser estará falando com Deus constantemente e receberá as recompensas por haver ultrapassado as provas da encarnação.

“Nas suas orações, não fiquem repetindo o que já disseram, como fazem os pagãos. Eles pensam que Deus os ouvirá porque fazem orações compridas. Não sejam como eles, pois o Pai já sabe o que vocês precisam, antes de pedirem”.

Jesus afirma: você não precisa pedir nada, não precisa dizer a Deus o que quer, pois Ele já sabe antes mesmo que você o que é necessário para a sua vida. O Pai não está preocupado em satisfazê-lo materialmente, mas sua missão é proporcionar a cada um as situações necessárias para a evolução espiritual.
Se orar é viver em oração, você não deve “querer” nada nesta vida, pois Deus lhe proverá de tudo o que necessita para viver, sempre pensando no que for mais útil para a sua evolução espiritual. Todo o pedido feito na oração que busque a satisfação pessoal não poderá ser recompensado se não for útil à elevação espiritual.
Mesmo que você faça orações com palavras, nunca peça a Deus nada, pois Ele sabe melhor do que você é que é bom para a sua vida espiritual. Ele não se preocupa com o ser humano (estado temporário do espírito), mas sim com a sua existência eterna como espírito.
É com esta visão que Deus dá as coisas na vida de cada um, ou seja, os acontecimentos que compõem esta vida. Sua preocupação é apenas com a evolução do espírito que é eterno e imortal. Pedir qualquer coisa é querer governar a nossa vida e afastá-la de Deus.
Portanto nunca ore incluindo “me dá”, “faça isso por mim”: a oração não é para isso. Ela é para falar com Deus, demonstrar o amor a Ele e não querer que nossos desejos sejam satisfeitos, pois Ele sabe melhor que cada um o que é necessário.
Mesmo quando você orar com sentimentos positivos não espere que Deus vá satisfazer os seus desejos. O Pai dá a cada segundo, novas chances de evolução e não situações para serem gozadas no prazer material.
A recompensa de Deus aos filhos não é a satisfação das suas vontades individuais, mas proporcionar a cada um as situações necessárias para a evolução espiritual.
Quando você vive sem amor, o que Deus lhe dará será uma recompensa equivalentes ao seu sentimento. Quando um ser falha em uma prova de sua encarnação é necessário que Deus, por sua Justiça e Amor, promova mais uma chance de evolução.
Ao falhar em determinada prova, o ser gerou um débito e, por esse motivo, a próxima situação deverá espelhar não só o tema da prova, mas ainda será acrescida da expiação desse débito.
Quando você sente ódio, raiva, crítica, ganância, poder, não está orando, não está vivendo uma vida em oração. A recompensa, ou os fatos da vida, que Deus dará por sua vida em oração baseia-se no sentimento que você utiliza a cada segundo de sua vida.
Quem ama não se exibe para os outros, não deixa a mão direita saber o que a esquerda está fazendo. Todo espírito deve levar uma vida em oração, mas dentro de si e não exibindo suas conquistas. Isto é soberba e não amor e por isso a recompensa (próxima situação de vida) será uma prova mais difícil.

“Portanto, orem assim”:

Jesus não diz orem com estas palavras, mas orem desta forma. Se entendermos que devemos viver uma vida em oração, ao mostrar a forma da oração Jesus nos ensina como viver.
Desta forma, podemos entender que Jesus não transmitiu na oração do Pai Nosso as palavras para serem ditas, mas um conjunto de princípios que devem ser seguidos para se viver ligados a Deus para que se receba a melhor recompensa para o espírito.
Portanto, o Pai Nosso não deve ser encarado como um grupo de palavras para ser dita, mas sim como um conjunto de ensinamentos que nos levará a viver dentro do mundo de Deus, dentro do amor.
É isto que vamos estudar hoje: qual a melhor forma de viver para se receber de Deus as melhores coisas para a nossa evolução espiritual.

“Pai nosso”...

Para que sua existência seja uma oração constante, você terá que entender que Deus é seu pai. Foi Ele quem lhe gerou e não a sua mãe ou seu pai biológico. Você não é fruto de uma combinação biológica, mas sim um espírito gerado por Deus.
Tem que compreender que não é “obra” de Deus, mas um filho gerado com carinho. O ser humano é uma obra, pois é composto de matérias, mas você, o espírito, é filho de Deus, fruto de um amor Dele.
Portanto, para se viver como espírito nesta carne temos que tratar Deus como Pai e não como Arquiteto, Sábio, Governador, etc. A Deus o filho deve amor, aos outros deve obediência.
Um pai nunca quer o sofrimento para seu filho, mas sempre procurar encontrar meios para que ele progrida em sua vida. Da mesma forma Deus sempre coloca coisas na vida de um filho para que ele progrida, não para que sofra, mesmo que aparentemente o filho não entenda desta forma.
Quando o pai biológico obriga o filho a estudar, coloca-o de castigo após uma travessura, sabe que o filho não compreende os reais motivos de suas atitudes, mas tem a plena convicção que aquilo é o melhor para Ele. O filho não entende estas atitudes e acha que ele está sendo alvo de autoritarismo, sofre porque vê a sua liberdade cerceada, mas quando cresce entende que aquilo foi o melhor para ele.
É desta forma que temos que encarar a vida. Quando as coisas não acontecem da forma que queremos é Deus, nosso Pai, nos obrigando ao estudo do amor e às vezes sendo obrigado a nos colocar de castigo. Entretanto, Ele não faz isso para o nosso “mal”, mas objetiva a evolução, o crescimento espiritual. Quando evoluímos espiritualmente, vemos que isso é uma verdade.
Mas Ele não é só nosso Pai, mas de todos os espíritos do Universo: “Pai nosso”. Jesus mostra claramente que temos que entender que todos os espíritos do Universo são filhos de Deus e, por isso, não devemos esperar privilégio algum sem que tenha antes havido o devido merecimento.
Pai nosso quer dizer que todos têm direito de receber as coisas de Deus e não só você. Quer dizer que todos no Universo são orientados por Deus para que passem pelas situações que podem lhe trazer mais rapidamente a elevação espiritual. Desta forma, você não pode se arvorar em dono da verdade e querer ditar o que é “melhor” para a vida dos outros, nem exigir que eles se mudem para o que imagina ser o “melhor” para a sua vida.
Se você tivesse um filho, gostaria que lhe ensinassem como educá-lo? Deus também não gosta daqueles que querem ensinar aos seus filhos como agir. Quando você julga uma pessoa, dizendo que ela está errada, busca assumir a paternidade dela, passando a frente de Deus.
Isto não são palavras para serem declamadas, mas entendimento para se viver a vida. É preciso abster-se da posição de dono do mundo, de chefe da família, para entregar de volta a Deus o comando das coisas.
Não adianta rezar as palavras “Pai nosso”, sem agir a vida sabendo que você é apenas um filho desta família onde há um Pai que comanda a casa. Não adianta se postar de joelhos apenas falando estas palavras, enquanto não entender que o outro não é seu subordinado, mas um irmão que obedece apenas a Deus.

“... que estás no céu”,

O céu não é um lugar físico, mas um estado de espírito. Quem está no céu é aquele que por só utiliza sentimentos positivos alcança a felicidade universal. A soma de todos os sentimentos positivos é o amor universal. Portanto, quem está no céu é aquele que reage a todos os acontecimentos com o amor universal.
Jesus ensina no Pai Nosso que você tem um Pai que é repleto de amor para dar. Não adianta dizer estas palavras, mas sim viver com esta verdade.
Assim sendo, Deus não pode causar “mal” (situações de sofrimento) para você. Se Ele é o Pai, o Comandante de todas coisas, todas as situações estão embasadas no amor: este deve ser o seu entendimento sobre as coisas da vida.
De que adianta você rezar se vive achando que existem coisas que são “más”, que lhe causam sofrimento? Você diz que o Pai está no céu, mas age de forma como se Ele estivesse no inferno, que fosse capaz de gerar sentimentos negativos.
Na verdade é você quem julga que as coisas são “erradas” porque elas não satisfazem os seus desejos. Mas, você não é o dono do mundo, o Pai da família, como então quer dizer como as coisas devem ser nesta casa?
O pai biológico não faz tudo o que o filho quer, mas sempre pensa no que é “melhor” para o seu futuro quando o guia. Da mesma forma, Deus não provê o que você acha “melhor” (satisfatório), mas lhe dá o que precisa para aprender e evoluir-se espiritualmente.
A vida humana é igual à vida espiritual: o problema é saber quem é o pai e quem é o filho.
É isto que Jesus está ensinando. Orientando cada um a viver sua existência com a consciência de que tudo que acontece na vida foi o Pai que determinou que fosse daquela maneira e que é o melhor para o espírito.
Orar não é viver com as mãos postas o dia inteiro, mas alcançar a consciência que esta é a casa de Deus, que moramos nela e que Ele é nosso Pai. Saber que esta casa tem como fundamento o amor universal entre o Pai e os filhos e que, portanto, tudo que acontece objetiva a sua felicidade e não a punição. Viver com a consciência da transitoriedade dessa vida e que ela é apenas uma parcela de tempo da existência infinita do ser.
Tudo que lhe acontece foi providenciado por Deus pensando nessa existência infinita.

“que todos reconheçam que seu nome é santo”.

Os santos são aquelas pessoas que não cometem “erros”, ou seja, praticam atos com sentimentos negativos. Portanto, quando na oração é dito santificado seja o nome de Deus, quer dizer que Ele nunca “errará”. É isto que Jesus está ensinando.
Você tem que viver sem descobrir “erros” nos outros, nas situações e objetos, pois tudo que existe é Ele que faz. Tudo que acontece é perfeito na sua forma, porque Deus é a Inteligência Suprema do Universo, a Justiça Perfeita e o Amor Sublime.
Enquanto você encontrar “erros” na ação divina estará negando essa elevação suprema de suas propriedades. Assim, não adianta rezar porque a oração não é a palavra, mas o sentimento que sai do coração.

“Venha o Teu reino”

Existe aí um pedido do espírito: que Deus o deixe participar do Seu reino. Todo espírito vem à carne para buscar o reino de Deus, onde existe o amor e a felicidade. O espírito não vem a Terra para fazer o que ele quer (satisfazer-se), mas sim para buscar participar do reino de Deus através da comprovação de que é capaz de ter somente amor dentro de si.
Você não veio aqui para fazer o que quer, mas para participar do reino de Deus, ou seja, viver com amor. A vida na carne é uma busca constante de provar a Deus que se é capaz de viver no Seu mundo e, por isso existe a necessidade de se viver todos os momentos da vida com esta consciência.
Enquanto você quiser ser ou fazer coisas apenas baseando-se na sua vontade, nos seus desejos, você não participará do reino de Deus, pois o amor, único sentimento que nos leva a este reino, exige que haja igualdade entre todos. Para participar do reino de Deus precisamos alcançar a universalidade, eliminando o individualismo.
Para se ter amor é necessário aceitar que os outros façam aquilo que “querem”, sem que se veja nestes fatos “erros”. Não existe julgamento no mundo de Deus, pois o Pai concede o livre arbítrio aos seus filhos.
É necessário que você compreenda que veio a essa matéria carnal nesse planeta unicamente para provar que é capaz de amar. Cada um dos espíritos que encarnam no planeta Terra o fazem somente para realizar essa prova e nada mais é preciso para se viver esta vida.
Todas as outras coisas que você valoriza (direito, posse, soberba, certezas) não existem: é você que cria cada um desses valores de acordo com os sentimentos que usa. Quando utilizar somente o amor descobrirá que nada mais é preciso, pois ele completa você, lhe dá todo o direito, toda a posse que necessita, o orgulho correto e a certeza de viver no reino de Deus.
Para que querer ter a certeza de tudo, está “correto” sempre, se a única perfeição do Universo é Deus? Basta apenas amar ao Pai para descobrir todas as verdades do Universo.
Querer ter razão sempre é como diz o sábio no livro Eclesiastes: pegar o vento com a mão. Se você quiser pegar o vento com as mãos ele lhe escapará por entre os dedos. Da mesma forma, a razão que você imagina ter sobre um assunto sempre lhe escapará, pois os fatos alteram-se constantemente e o que hoje era de uma forma, amanhã não mais será.
Enquanto você quer pegar todas as razões esquece-se de viver e a vida passa no meio dos seus dedos. Depois, quando fica velho se pergunta: o que eu fiz da minha vida? Onde estão as verdades que defendi o tempo inteiro? Todas elas mudaram e você ficou sem nada.
Se você amar, se viver a vida amando sem procurar ter razões, agarrará a vida e se sentirá na velhice pleno, cheio, feliz, pois o amor traz a felicidade.
Existe uma passagem no Evangelho de Tomé, o Dídimo, onde Jesus afirma que o homem sábio é igual a um pescador que ao puxar sua rede encontra muitos peixes pequenos e um grande. Ele separa o grande para si e joga fora todos os outros.
Nestas palavras Jesus afirma que você deve procurar o que mais lhe dá felicidade, o que mais lhe completa e só o amor pode dar isso. Você tendo o amor não precisa de mais nada, nem amar. Se tiver qualquer outro sentimento, alimento que não sacia a sua fome espiritual estará sempre necessitando de mais alimentos.
Quando você tem raiva de uma pessoa, necessitará sempre alimentá-la com mais motivos. Quando só esta pessoa não mais bastar, estará procurando motivos em outra, depois outra. Sempre você estará achando “erros” em todos que lhe aparecem na frente para poder alimentar este ódio.
Com a posse é a mesma coisa: quando você possui uma coisa, necessita sempre de outra mais. Nunca atingirá a satisfação com as coisas que tenha.
O amor traz a verdadeira satisfação por si mesmo. Quem ama não precisa de mais nada: de razão, de verdade, de certeza, beleza: não precisa de nada. Só amor satisfaz completamente.
É desta forma que Jesus lhe conclama a viver na oração do Pai Nosso: venha a nós o vosso reino. Trata-se de um pedido que o espírito deve fazer sempre: deixe-me participar deste amor, me dê este amor para viver.
Mas, como Jesus avisou logo no início do texto, Deus lhe dá recompensas de acordo com a oração feita. Assim sendo, o amor é a recompensa por uma vida de oração. Não adianta só pedir: existe a necessidade de agir, com amor, para poder participar do reino de Deus.

“Que a Tua vontade seja feita aqui na Terra como é feita no céu”.

Não adianta você rezar pedindo a Deus que seja feita a Sua vontade assim na Terra como no céu: tem que aceitar quando o Pai age dessa forma. Quando as coisas acontecem na vida, você considera que foi quem fez, quem realizou o ato: como então pede que seja feita a vontade de Deus?
Tudo o que lhe acontece é vontade de Deus e deve ser enxergado desta forma: isto é viver em oração. Não é a outra pessoa que lhe ofende porque quer (pratica atos pela vontade dela), mas faz desta forma porque Deus mandou que ela fizesse: foi a vontade do Pai e não da pessoa.
É o Pai, o dono da casa, quem comanda todos os seus filhos para interagirem-se praticando atos que os outros e quem pratica precisam e merecem passar ou fazer. Deus só deixa que a Sua vontade ocorra no universo para que a Justiça Perfeita nunca seja quebrada.
Mas viver em oração não é pensar nisso só nos momentos onde imagina que não tenha controle da situação, mas a todos os momentos. Você pede a Deus que seja feita a Sua vontade, mas só aceita que Ele opere quando você se sente incapaz.
Deus tem que estar presente em qualquer ato, por menor que seja. Uma topada provoca dor, que é um sofrimento, portanto, precisa da autorização de Deus para que isto aconteça, pois você pode não merecer esta dor.
Tudo que qualquer um consiga fazer na sua frente é comandado por Deus, pois só pode acontecer a você o que mereça (positiva ou negativamente). Entretanto quando alguém faz alguma coisa que você não acha certa, imagina que ela fez por livre e espontânea vontade. Neste momento você parte para o revide, para a agressão, ou fecha-se no sofrimento: qualquer das duas formas estará ofendendo a Deus, pois não viu o ato como da vontade Dele.
Se Deus ordenou que a pessoa fizesse determinado ato, ela serviu apenas de intermediário entre você e a vontade do Pai.  Quando parte para o revide, está revidando contra Deus. Quando não reage, mas sofre, sente-se injustiçado, acusa Deus, causador do fato, de injusto.
Viver orando “seja feita a vossa vontade” é não encontrar “erro” em nada que acontece porque tudo é originado Nele. Admitindo que Deus causa tudo em sua vida, não haverá necessidade de sofrer, pois sabe que se trata do seu Pai tentando ensinar-lhe, com amor, para que cresça espiritualmente.
Na verdade você reza por toda uma vida dizendo que “seja feita a vossa vontade”, mas quer ter vontade própria. Seja feita a sua vontade, desde que seja o que eu queira: mesmo que não sejam estas as suas palavras, esta é a sua forma de viver.
Quando Ele se atreve a fazer o que não queria parte para agressão: “porque esqueceu de mim”, “olha como estou sofrendo”, “onde está o Senhor que não vem me ajudar”.
Viver em oração é ter a consciência de que tudo que acontece é obra Dele. Isto é viver rezando: isto é rezar. Não adianta ajoelhar-se em frente de imagens, postar as mãos: não é isto que Deus quer de seus filhos. Ele sabe que apenas aqueles que viverem em oração, com esta visão sobre as coisas, alcançarão a evolução espiritual.
Orar é viver em oração, é viver dentro dessas verdades universais: não existe outra forma de orar a Deus. Para que procurar determinados lugares (igrejas, centros, cultos) se Deus está em todos os lugares, principalmente dentro de você mesmo.
Isto não quer dizer que você não possa ir a uma igreja e rezar para um santo e conseguir uma graça. O que estamos afirmando é que não é necessário fazer isso. Se você for a uma igreja e orar com fé, certamente receberá a graça: não pela oração, mas pela fé. Receberá pelo merecimento.
Fé é entrega absoluta a Deus com amor (confiança) e é isto que Jesus ensinou. Pelo amor que você dedicou e pela entrega que fez nas mãos do Pai poderá encontrar o auxílio Dele, mas se depois disto voltar a viver dentro da independência, nova adversidade surgirá.
Deus dá a cada um de acordo com as suas obras. Quando você coloca o amor em prática, recebe amor; quando coloca qualquer outro sentimento, recebe o mesmo. Para merecer que o Pai lhe dê a felicidade sempre, é necessário viver com amor, ou seja, viver em oração.

“Dá-nos hoje o alimento que precisamos”.

Se você vive em oração sabe que o alimento que abastece diariamente a sua mesa não é conquistado pelo seu poder monetário, mas provem de Deus. Seja uma mesa farta ou um cardápio minguado, todo alimento que sustenta o corpo físico é dado por Deus visando a elevação espiritual de cada um.

Quando falamos em alimento não devemos nos ater apenas a comida, mas tudo aquilo que ali-menta o corpo físico. Aí devemos incluir as posses materiais, os bens, as roupas. Enfim, todos os elementos materiais que um ser tem a sua disposição são dados pelo Pai.

Porque, então, alguns têm muito e outros pouco? Porque existe seres que vivem no fausto e outros passam necessidade? A resposta a essas perguntas é a Justiça Suprema e o Amor Sublime.

Para dar a cada filho o que ele necessita para a sua existência, Deus age visando colocar à sua disposição instrumentos que serviam para a realização das provas individuais. Se o espírito necessitar de vencer o excesso, ter sentimentos que promovam a universalização dos bens materiais, Deus disporá ao ser grande quantidade. No entanto, se a sua prova for aprender a receber, Deus promoverá a penúria. Somente com a dependência de outros o ser aprenderá essa lição.
Dessa forma, não há governo responsável pela “fome”, mas Deus que dá a cada um de acordo com a sua necessidade. Os governantes que não promovem a “justiça social” são apenas instrumento de Deus para promover a Justiça divina. Também não há patrão explorador, que remunere mal seu empregado: apenas instrumentos para a vontade de Deus.
Além do mais, se Deus é o Senhor do universo, a empresa não é do ser humano, mas propriedade de Deus emprestada para o ser humano como instrumento de sua prova. Se você está trabalhando nela é porque o real patrão (Deus) o escolheu e ali colocou, pois é o que necessita para receber o maior salário que pode existir: o amor.
Os sentimentos são alimentos para o espírito. Assim, quando Jesus nos ensina que devemos viver com a crença de que Deus nos dá todos os alimentos, também o amor nos será dado pelo Pai. Ninguém pode lhe dar sentimento algum a não ser Deus.
Aquele que imagina que o filho, o esposo, a mulher ou o marido pode lhe dar sentimentos apenas reza e não vive em oração. Quem depende de um ser humano para se sentir amado é porque ainda não encontrou a Fonte universal dos sentimentos: Deus.
O Pai enviará esses sentimentos (alimento) ao filho de acordo com o seu merecimento. Trata-se de uma forma de pagamento pelos trabalhos prestados. Aquele que vive em um mundo onde Deus é a Causa Primária de todas as coisas receberá um “salário” maior, mas aquele que vive em um mundo onde o próximo é o seu inimigo, causador de sua infelicidade, receberá um “salário’ compatível com a sua “produção”.
Quando se vive em oração, pedindo a Deus que proporcione o alimento necessário para a existência, volta-se a existência na busca de “render” mais para Deus. A esses serão supridas as suas necessidades. Mas, quando se vive imaginando que é capaz de conquistar o alimento, a vida não proverá as necessidades de cada um.
Portanto, você deve buscar viver em harmonia com o universo, agindo exclusivamente com o amor universal, para que receba todos os alimentos que lhe sustentará. Apenas dizer essas palavras não garantirá o sustento.

“Perdoa as nossas ofensas como também perdoamos os que nos ofenderam”.

Pedir a Deus que “perdoe as nossas ofensas” é uma redundância. O Pai não pode acusar um filho de nenhum dos seus atos físicos porque é Deus quem idealiza e comanda a execução de cada ato (Causa Primária). Não pode também acusar o filho pelos atos espirituais (escolha de sentimentos para reagir a acontecimentos) porque concedeu a cada um o livre-arbítrio, ou seja, a liberdade da prática desses atos.
O perdão que Jesus nos ensina a pedir não é a Deus, mas aos nossos semelhantes. Quando o ser promove um ato que fira os conceitos do próximo (ofensa), gera uma situação onde esse poderá escolher sentimentos negativos para reagir. É por ter merecido se transformar no instrumento de Deus para essa prova para o próximo que Jesus nos aconselha a pedir o perdão ao seu irmão.
Quando pedimos perdão ao nosso semelhante não estamos implorando por clemência, mas que o nosso ato não seja entendido como “errado”. É da consciência que cada ato é planejado e comandado pelo Pai de acordo com o merecimento e necessidade dos envolvidos que nasce o perdão. Somente essa consciência pode levar ao perdão, ou seja, a não acusação de “erro”.
Assim, quando Jesus nos diz que devemos pedir perdão por nossas ofensas, concita-nos a implorar ao próximo que não veja “erro” em nossos atos, mas que os receba como justos e necessários. Só assim ele poderá recebê-los com amor. Quando isso acontecer nos banharemos nesse sentimento e não nos tornaremos, futuramente, merecedor de servir de instrumento a Deus para novas situações negativas para os outros.
Entretanto, a oração ensinada por Jesus não termina com o pedido de perdão para nossos atos, mas coloca essa forma de agir na dependência de também nós perdoarmos o próximo. Para que possamos receber amor dos outros é necessário que também os amemos. Tudo que o espírito recebe de Deus é conquistado pelo merecimento.
Enquanto o ser não reagir a todos os acontecimentos sem ver “erros” nas ações do próximo, não poderá ser colocado por Deus para praticar atos na frente daqueles que podem reagir com amor. Enquanto sua reação for com sentimentos negativos o espírito merecerá ser colocado face àqueles que utilizam esses mesmos sentimentos.
De nada adianta ao ser orar pedindo perdão a Deus por seus atos enquanto não viver a vida perdoando aqueles que contraiam os seus desejos.

“E não nos deixes cair em tentação”

Apenas aquilo que desejamos e não temos é que se transformam em tentações. Se não desejarmos ou já possuirmos, a tentação não existirá.
Quando oramos pedindo a Deus que não nos deixe cair em tentações, estamos implorando ao Pai que não nos deixe desejar nada. O desejo nasce da vontade individualista de cada um. Para acabar com o desejo precisamos compreender que já temos tudo o que necessitamos.
Deus provê a cada filho com todos os instrumentos necessários para a sua evolução. Se você possui um palacete é porque aquilo lhe é útil, mas se reside em uma choupana é porque Deus sabe que ela é o instrumento perfeito que você necessita.
Aquele que deseja o que não tem à sua disposição não consegue bem utilizar o instrumento que Deus dispôs.
Você reza a Deus diariamente pedindo a Ele que não lhe deixe querer nada além do que tem, mas o faz sempre pedindo algo mais. Quer saúde, dinheiro, proteção: tudo isso você já tem na justa e necessária medida.
Viver em oração é saber que já possui tudo o que precisa para ser feliz. Desejar qualquer outra coisa é ceder as tentações. Todas as coisas no universo que você não possui são tentações, ou seja, objetos que não lhe servem como evolução espiritual. Desejá-los, apenas, já é cair na tentação.

“mas livra-nos do mal”

Quando o ser prepara-se para a vida carnal está cônscio de toda a realidade espiritual. É com bases nessa consciência que ele escreve a sua vida carnal. Pede situações que possam auxiliá-lo a elevar-se espiritualmente participando de toda a glória celeste. Louva a Deus pela chance que lhe é oferecida e compromete-se a se aplicar no sentido de executar todas as provas que se dispôs.
Quando se prende à matéria densa os valores de sua consciência alteram-se e o desejo e o individualismo nascem. Com isso a sua busca se altera. Se antes do nascimento o ser quer participar da glória celeste agora busca a satisfação.
Dentro desses parâmetros, podemos perguntar: o que é “bem” ou “mal”? Para o ser desencarnado o “bem” será tudo aquilo que lhe servir como instrumento para participar do reino de Deus, mas quando encarna, o “bem” será tudo aquilo que contentar os seus conceitos.
Quando pedimos a Deus para nos livrar do mal, fazemos com a consciência de encarnados, mas Deus entende com a consciência espiritual. Desta forma, o que é “mal” para nós não o é para Deus.
Sabe porque você que reza não alcança a sua satisfação? Porque pede a Deus na oração que não a promova. Quando você reza pedindo ao Pai que o livre do mal está dizendo a Ele que não satisfaça os desejos de sua consciência material.
Viver em oração é viver com essa consciência. Tudo que nos acontece é obra de Deus como instrumento para nossa elevação. Foi fruto de nossa própria requisição quando ainda tínhamos como objetivo à glória divina.

“Amém!”

Assim Seja!

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